quinta-feira, 4 de março de 2010

E na política sergipana....

"Ele vai ter que provar que sou assassino... Não será problema: ele já está denunciado por corrupção"

(Marcelo Déda,falando das acusações feitas pelo ex-governador João ALves Filho)

"Albano está dando corda para Edvaldo se enforcar"
(Palavras do Vereador Juvêncio,falando duma suposta Parceria do Prefeito Edvaldo e Albano Franco)

“Sergipe é um Estado onde os que são bem votados são apenas bons de dinheiro, e não bons de votos. E esse quadro vem se agravando"
(ex-deputado Gilmar Carvalho,quando questionado sobre afirmação federal João Fontes, que avaliou que uma campanha para deputado estadual poderia custar até R$ 3 milhões)

"Não estou interessado em ser ministro, o que quero mesmo é disputar um cargo eletivo"
(Almeida Lima em  almoço com o Prefeito de Aracaju EN)

"Eu disse: Valadares, olha, não deixe de passar na queijada antes de sair. Está ótima. Eu comi esta queijada e está uma beleza"
(ex-governador João Alves Filho,falando sobre as queijadas de S. Cristovão)

Imagina quando começarem as campanhas eleitorais

Enquanto isso,na UFS...Cotas parte II

Cotas geram novos protestos na UFS.Ontem, o que era pra ser apenas mais uma coletiva de imprensa concedida pela Universidade Federal de Sergipe se transformou num protesto de estudantes contra o reitor Josué Modesto dos Passos Subrinho, o procurador Paulo Celso Rego Leó e o coordenador do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (Neab) Frank Marcon.A princípio, os representantes da UFS pretendiam prestar informações sobre as matrículas realizadas por decisão judicial e sobre o Programa de Ações Afirmativas (PAAF), que instituiu a política de cotas, mas o encontro com os jornalistas se estendeu até às 17h30, devido à necessidade de se responder às perguntas dos alunos presentes.Assim que o reitor ia começar coletiva, alunos do ensino médio de colégios particulares entraram no prédio da reitoria da UFS, apenas sob os olhares dos seguranças do Campus, que não ofereceram qualquer tipo de resistência. Nos corredores, gritando palavras de ordem, batendo as palmas das mãos e exibindo cartazes com frases provocativas como: “Mais Vagas ‘Não’, Mais Verba ‘Sim’”.Com a chegada dos alunos do Colégio de Aplicação da UFS (Codap) com cartazes pró-cotas, o auditório da reitoria virou palco de um bate-boca. De um lado, os alunos da rede privada gritavam “Vão estudar, vão estudar’. Do outro, os da rede pública contestavam: “Cotas é exclusão”. Mesmo com o tumulto, o reitor da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Josué Modesto Subrinho, reafirmou que nada convencerá o conselho da instituição de que o sistema de cotas não é justo. A coletiva foi convocada justamente para trazer esclarecimentos depois que o Tribunal Regional Federal (TRF) da 5ª Região cassou, na última quinta-feira, 25, liminar da 1ª Vara de Sergipe que concedia a Ludmila Meneses da Cunha Ramos o direito a matricular-se no curso de Medicina da Universidade Federal de Sergipe. A estudante entrou na Justiça alegando que, se não fossem as cotas, havia pontuação suficiente para passar no vestibular.Com a decisão, a matrícula então realizada foi suspensa. Em seu parecer, o desembargador federal Paulo Gadelha acatou o pedido de efeito suspensivo entendendo que a possibilidade de adoção de ações afirmativas tem amparo nos arts. 3º e 5º, ambos da Constituição Federal/88.“Desde o dia 1º de fevereiro a UFS recebeu 40 ações questionando o sistema de cotas. Estas ações foram distribuídas entre os juízes federais e apenas um deles entendeu que estes alunos tinham direito à reclamação e oito destes pedidos foram deferidos. Mas a tendência do Tribunal Regional Federal, que cassou esta liminar, é de se manter favorável à política de cotas nas universidades”, esclareceu Paulo Celso Rego, procurador explicou.Vale destacar que o vestibular da UFS este ano foi marcado pela adesão à política de cotas. Segundo a nova regra, 50% das 4.910 vagas destinam-se a estudantes de escolas públicas municipais, estaduais ou federais. Destas, 70% são reservadas a estudantes que se auto-declararem pardos, índios ou afro-descendentes, correspondendo a 35% do total de vagas para as 95 opções de cursos oferecidos pela instituição. Cada curso ainda ofertou uma vaga para candidatos portadores de necessidades educacionais especiais.Arquivamento - O Ministério Público Federal (MPF) arquivou em julho de 2009 representação formulada por pais de alunos de escolas particulares contra a adoção do sistema de cotas e do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no vestibular de 2010 da UFS.O procurador da República Pablo Coutinho Barreto entendeu que as cotas não afrontam a Constituição ante a autonomia universitária, reconhecendo que a decisão da UFS foi fruto de ampla discussão. A decisão mostrou também que as cotas promovem a igualdade de acesso ao ensino superior na medida em que trata “desigualmente os desiguais”, aponta o procurador, ao citar situação já manifestada pelo Supremo Tribunal Federal. Quanto à adesão ao Enem, o MPF também não encontrou irregularidade. “Porque feita de forma gradual, destinando-se inicialmente às vagas remanescentes, respeita a expectativa do aluno que se prepara para o processo seletivo de 2010 na forma tradicional”, diz o texto.







Eu falei que esse assunto geraria muita polêmica...dum lado os estudantes das escolas públicas,do outro os das privadas.Cada um com sua história.Vamos continuar acompanhando pra ver como terá fim esse assunto.